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My Dying Bride - For Lies I Sire

O décimo trabalho de estúdio dos ingleses do My Dying Bride foi lançado agora em março e ao ouvirmos pela primeira vez, ele nos soa como um daqueles álbuns que marcará a história da banda. Além desse ‘feeling’, há alguns fatos que reforçam essa teoria: é um álbum que solidifica uma nova formação da banda, o lado poético nas letras de Aaron é novamente evidenciado e a banda planeja uma turnê para lugares onde não estiveram antes.
O primeiro ponto a ser destacado é a mudança na formação, com o novo baterista Dan e as moças Lena (no baixo), e Katie assumindo gloriosamente os teclados e os violinos (deixados de lado desde que Martin saiu da banda em 1996).
Este talvez seja o fato que mais agradará os fãs antigos da banda, afinal de contas My Dying Bride que se preze, tem violino. Porém, temos também mais uma novidade que causará uma grande controvérsia e talvez não agrade aos fãs mais “cabeça fechada” da banda: podemos considerar que este é um álbum não tão “metal” como alguns anteriores.
Os fãs antigos também podem achar excelente, pois os trabalhos mais idolatrados da banda (“Turn loose the swans” e “The Angel and the Dark River”) são mais densos, e contam com uma dose de experimentalismo que deu muito certo. Para ser bom, doom, pesado, lento e denso não é preciso seguir uma cartilha do metal.
O álbum abre com a excelente “My body, a funeral” e essa música resume o que ouviremos nos próximos 60 minutos: Aaron volta a enfatizar o seu lado poético nas canções, num álbum denso e obscuro, que nos envolve numa atmosfera profunda e que se parece como uma ponte entre as experiências antigas e o novo caminho que a banda felizmente decidiu seguir.
“The lies I sire” é a música que já havíamos escutado alguns segundos disponibilizados no site oficial para nos atiçar e possui uma letra lindíssima inspirada nas profundezas da alma humana.
“Bring me Victory” e “Echoes from a Hollow Soul” nos faz lembrar a pegada mais agitada do saudoso “Like gods of the Sun”, com longos fraseados que parecem passear pelas letras das músicas.
“Santuário de Sangue” é a música mais experimental deste cd, que é conduzida entre ‘riffs’ mais tradicionais, um violino maravilhoso no intervalo e um vocal mais melódico no final. “A Chapter in Loathing” é o momento Death Metal do álbum e nos faz lembrar o My Dying Bride clássico dos primeiros trabalhos.
“Death Triumphant” finaliza o álbum da melhor forma possível. Nos faz pedir por mais, ao mesmo tempo em que seus ‘riffs’ lentos de violino e baixo nos causa um desconforto interior - aquele que adoramos sentir ao ouvir a banda.
Agora só nos resta torcer para que o Brasil finalmente seja uma das passagens do My Dying Bride, pois tudo leva a crer que será uma turnê e tanto, no que depende do material novo da banda.

Faixas do CD:

01. My Body, A Funeral
02. Fall With Me

03. The Lies I Sire
04. Bring Me Victory
05. Echoes From A Hollow Soul
06. ShadowHaunt
07. Santuario Di Sangue
08. A Chapter in Loathing

09. Death Triumphant

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